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Reforma tribut√°ria: Câmara precisa tomar decisão pol√≠tica se vai atender um setor e prejudicar todo o pa√≠s, diz deputado Luiz Gastão

Os sete deputados que estão fechando o relatório da regulamentação da reforma tributária se reúnem nesta segunda-feira (8) para fechar o texto que será negociado com os líderes partidários.

Por G1 em 08/07/2024 às 09:41:34
Foto: O Otimista

Foto: O Otimista

Os sete deputados que estão fechando o relatório da regulamentação da reforma tributária se reúnem nesta segunda-feira (8) para fechar o texto que será negociado com os líderes partidários.

Membro do grupo, o deputado Luiz Gastão (PSD-CE) disse que, depois do trabalho técnico, agora a decisão será política.

"A Câmara poderá mudar ou não o nosso relatório, mas terá de analisar politicamente se vamos atender um setor e prejudicar todo o país. É isso que precisa ser discutido, um ponto a mais vai mudar a alíquota geral para todos, hoje prevista em 26,5%", afirmou ou deputado.

Grupo de trabalho da Câmara apresenta regras da reforma tributária

Nesta semana, em que a votação está prevista no plenário da Câmara dos Deputados, vários setores estão pressionando por mudanças.

Políticos e produtores de carne querem o produto na cesta básica zerada de impostos. Mineração quer sair do imposto seletivo. A esquerda quer incluir armas no imposto seletivo, enquanto alguns deputados querem retirar carros elétricos deste imposto.

Segundo o deputado, o país precisa mudar sua posição em relação ao sistema tributário.

"Pelo novo modelo, vai ficar mais simples observar o que hoje acontece e prejudica a todos. Atender um setor implica em prejudicar todo o país. Só faz sentido dar incentivo naquilo que vai representar benefício para todos, como estímulo para investimentos", afirma o deputado.

Ele diz, inclusive, acreditar que a alíquota real, depois de ser iniciada a fase de teste, em 2027, poderá ficar entre 24% e 25%. E, quando o novo sistema tributário estiver funcionando completamente, pode ficar abaixo de 22% por volta de 2035.

O motivo, destaca o parlamentar, é que a partir de agora muitos setores que não pagam ou sonegam não vão mais escapar da fiscalização.
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